O momento actual que a sociedade Portuguesa está a passar obriga a uma profunda reflexão.
Os nossos comentadores televisivos relembram-me Dupont e Dupont das aventuras do Tin Tin, será que eles espelham a sociedade Portuguesa?, será que eles conhecem a verdadeira realidade das nossas gentes?
Os nossos canais de comunicação afunilam as buscas e encontram sempre vários sábios que de uma forma eloquente tentam esgrimir as soluções ao País. Mas serão esses Sábios o espelho do País? Porque razão os comentadores televisivos são todos centristas, endinheirados e de boa retórica? Porque razão não dão espaço ao Português bacoco que de uma forma simples e humilde dirá o que lhe vai na alma? Chega de vivermos um mundo artificial e passemos a viver o real… acredito que se nos habituarmos não será assim tão difícil. Acredito que o problema da Lusitânia seja mais existencial do que económico (se fosse económico já teríamos partido umas montras e queimado uns contentores). O Português necessita desesperadamente de uma identidade, devemos deixar de tratar por povo, por gente, por indivíduos e passemos todos a tratar-nos por Portugueses. São esses Portugueses, os “simplórios”, que eu gostaria de ver na TV, aqueles com quem eu me identifique.
Eu protesto contra mim e afirmando-me um revolucionário que luta contra o sistema, contra este mundo hipócrita! Digo que a mudança não começa nas palavras, ela começa dentro de nós, nas nossas atitudes, no nosso comportamento, na nossa relação com o mundo.
Sugiro-vos: Marcelo, Carrilho e Metelo que faleis de Portugal!, que vos pergunteis o que nos levou a comprarmos o nosso ego com o capital. O que foi necessário acontecer para que adoptássemos fervorosamente a Religião do Capitalismo?
Aos meios de comunicação peço para que não sejam burgueses e para convidarem mais Barretos.
















