Tola!!! A paixão não é algo que se possa calendarizar. É impossível dizer: hoje estou apaixonado mas amanhã já não o estarei. O amor e o carinho não se podem treinar, percebe-se quando são espontâneos e sentidos. O que se pode tentar fazer é salvaguardar o nosso amor não amando alguém incapaz de nos amar a nós. Por isso peço que apesar de pensares nestas coisas que não as digas, sentimentos nobres não merecem ser desprezados.

 

~ por Nuno em Maio 23, 2008.

7 Respostas to “…”

  1. Porque mesmo sem treinar, consegues aqui pelo meio ter boas ideias ;) tu já sabes quais :P
    bj*

  2. Um comentário tb para a foto… mto boa :)
    ***

  3. nunca te imaginei um crente no amor

  4. Em parte, verdade. Mas aqui estás a equiparar sentimentos/emoções que, relacionando-se, não são todavia a mesma coisa. Quando falamos de Paixão, Amor, Carinho, falamos talvez de uma «trindade» dos afectos, indispensável a qualquer (boa) relação humana. Não escolhemos o momento da paixão, é verdade. Não escolhemos quando acaba, é verdade. A paixão é, no sentido etimológico do termo, egocêntrica. É a manifestação da vontade de posse do objecto do nosso desejo. É intensa. E, por assim ser, com a mesma força com que nos atinge, nos deixa. Por isso não sabes se hoje estarás apaixonado, amanhã não. Com o amor é diferente. Parte de vivências em comum, cumplicidades e, em última instância, escolhas. O amor não se limita a aparecer e nos arrebatar num momento – aí temos a paixão. O amor constrói-se. Neste prisma, poderemos não escolher nem o momento nem quem amamos, mas temos certamente um amplo controlo sobre seu fim. Não é nossa escolha apaixonarmo-nos, termos uma forte atracção física e espiritual por alguém, mas já é nossa escolha, depois da paixão que nos arrebatou, aceitar as diferenças que a fazem arrefecer. Procurar novos pontos em comum que mantenham a chama acesa. Escolher amar um pouco mais antes de desistir no momento em que finda a paixão inicial. Isto já não foge em absoluto ao nosso controlo. Parte de escolhas.
    Fica a minha modesta opinião.
    Ps: desculpa o “testamento”. Abraço

  5. Gostei do teu comentário, amigo Filipe. Mas discordo com essa “separação” absoluta entre amor e paixão. O Amor vive tb da Paixão q consegues alimentar todos os dias, ainda que sem aquele fôlego intempestivo de quem só se apaixona e ñ ama. Tb ñ posso concordar q o conceito de Amor (como aqui o apresentaste) represente tanto controlo racional :P
    ***

  6. Desculpem a invasão, mas tenho de comentar!

    Não sei se é por ser mulher como eu, mas a minha opinião vai mais ao encontro da da Patrícia. Eu também não separava a paixão do amor. Até porque para mim, a paixão é uma das formas de se amar. E combinar estes sentimentos com a lógica e a racionalidade é um acto pouco sensato. Quem é que não se entrega cegamente aos impulsos destes sentimentos?

    Nada é mais grandioso do que a paixão.

  7. Ve la o Nuno só num post consegues ter mais comentários que eu, no blogue todo. Isto é uma categoria é o que dá ter comentadores residentes. Abraço.

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