Não sirvo para pintar nem para escrever!!!!
Se algum dia pintasse como escrevo sairia um quadro de estilo puramente abstracto onde todos diriam alguma coisa e ninguém saberia o que dizer. Escrevo não porque me apetece escrever sobre um tema, escrevo apenas para desabafar. Sem falsas pretensões, não preciso que ninguém me entenda. Necessito que as letras se convertam em palavras encriptadas que só eu sei decifrar. Peço desculpa a quem lê aquilo que escrevo!!! O que eu escrevo não podereis vocês, ilustres leitores, entender. Pensáveis, com a presunção e natural sobranceirismo que caracteriza o português, que poderíeis passear pelos jardins das palavras plantadas por mim. Agricultor de palavras, escolhe quem as come. E muitos de vocês, decidamente, nunca comereis uma palavra minha. A inércia que não vos deixa avançar é a mesma que não vos deixará ler os meus textos. Nem bons, nem maus, apenas meus. Como o copo que bebo e deixo amigo beber por ele. São assim os meus textos escritos apenas para quem os possa entender. Os textos, os meus, são como um vomitar, uma necessidade incontrolável de deitar cá para fora alguma coisa que não se sabe muito bem o que é, que o corpo rejeita… vomito palavras, escritas no papel.
Se cada palavra que escrevo tivesse uma definição, seriam necessárias dezenas de páginas para a expor e muito ficaria por dizer. Cuidado com as palavras. elas dizem sempre mais do que aquilo que nós queremos.












Não podes ser pintor nem escritor pk eles não sentem vontade de vomitar o talento como forma de desabafo, mas procuram fazê-lo chegar a quem os lê de uma forma sentida e autêntica.
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ah! a foto está boa
A caminho da perfeição meu amigo… não desistas!!!
“A assinatura, a singularidade dos nomes é uma ilusão moderna que encobre o facto de que cada autor é muitos autores e que aquilo que constitui a literatura é muito mais a cadeia de repetições e a sucessão de formas impessoais do que o eco repercutindo nomes próprios. Escrever é perder o poder de dizer <>. Virar autor é propriamente dispor-se a servir as palavras, acrescer o seu império.” (Schneider, 1990, p.73)
Isto para dizer que se não serves para escrever não há problema, porque assim não perdes a tua identidade e não necessitas de te dispor a servir uma coisa para a qual não tens jeito! :p E para dizer, também, que há muitos ecos para as “tuas” ideias, ou seja, há vários autores e várias assinaturas para os teus próprios pensamentos….por isso não te sintas desmotivado por ler nos textos dos outros aquilo que tu pensas e sentes!!!! xD
Beijo gnd*