Os sorrisos de quem nada sabe
A felicidade é algo utópico como se sabe, um idealismo que nunca se alcança.
Por vezes, dou por mim afundado num velho sofá, acompanhado dos estardalhaços das gastas molas, a pensar que talvez fosse mais feliz se desconhecesse certas coisas.
Já é um facto consolidado este meu pensamento. Aqueles que tudo desconhecem nada têm a temer. É uma vida sem tempero de facto, mas é também uma vida sem lágrimas, desassossegos e angústias. Somos marionetas de um qualquer circo. Rapidamente nos estragamos e perdemos as linhas que nos seguram. Para isso, a ignorância é um bom remédio, uma boa saída para aqueles que não querem sofrer nem saber.
Aprendiz de qualquer coisa, noto que irremediavelmente volto sempre ao prefácio daqueles que outrora fizeram algo de relevo. Esse mediatismo dilui-se a cada passo. Os jovens são agora seres amorfos e mastigados por uma trituradora social que os formata e enlata para uma vida que não é a deles.
Acabarei por sofrer, por descobrir o que não quero, mas saberei. A máquina encravou. Vivemos mais quando conhecemos e sabemos. E eu arranquei umas folhas, queimei-as e quero, novamente, voltar a aprender.

Photo By Ricardo Pires











Permite-me discordar logo da primeira frase. Se tu só acreditas na existência dessa utopia, então não poderás nunca lutar por ela. O que move os homens? É a possibilidade de concretizar os sonhos e a felicidade alcança-se sempre que, a cada dia, te orgulhas de ser “aprendiz de qualquer coisa”!
A felicidade é uma cadeira ao sol. Já dizia o Neruda. E o resto são tretas. A felicidade depende da feliz idade de cada um. Depende do que se aceita sorrir.
Meu caro, para quando uma dissertação sobre os apêndices da vida :p?
As melhoras, abraço!